Estudantes da ESPM desenvolvem projeto com foco no Gosto da Amazônia

A parceria seguirá em 2021 com estudo sobre a castanha do Brasil - Por Renata Monti - 02.02.2021

Estudantes do curso de jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), do Rio de Janeiro, desenvolveram um projeto de comunicação e marketing com base no Gosto da Amazônia. A atividade, coordenada pela professora Isabella Vasconcellos, teve como objetivo simular ações para divulgação e venda do pirarucu de manejo sustentável da Amazônia. A parceria continuará em 2021, com a castanha do Brasil como produto de análise.

Como explica a professora, a cada semestre os estudantes são desafiados a trabalhar com marcas diferentes, e vão aos poucos realizando pesquisas e discutindo as possíveis estratégias no campo da comunicação e marketing.

Sugestão de posicionamento de marca dos alunos ESPM

“Foi muito interessante para a turma poder trabalhar com o Gosto da Amazônia, que é uma marca com grande potencial, mas ainda pouco explorada”, afirma Isabella.

Entre os pontos pesquisados pelos alunos, estão os potenciais consumidores, novos canais de venda, posicionamento, fatores emocionais e funcionais da marca. Entre as ações sugeridas, houve destaque para as comunicações em redes sociais, na TV e físicas, como locais de venda. Campanhas de venda, precificação e embalagens também estiveram na lista de atividades.

O aprendizado para além da sala de aula foi destacado pelos estudantes da turma. 

Sugestão de embalagem dos alunos ESPM

“A coisa mais interessante foi conhecer a origem e as pessoas envolvidas no projeto, principalmente, como o projeto tem o intuito de preservar a natureza e não só tirar dela. O potencial da marca é conseguir fazer com que as pessoas vejam a relevância da natureza e da proteção da natureza para o mercado e para as pessoas. É necessário preservar, pois todos esses animais, natureza são finitos e precisamos preservá-los”, considera a estudante Amanda Mira. 

Proposta de pontos de venda dos alunos ESPM

“A parceria entre a faculdade e o Projeto Gosto da Amazônia foi muito proveitosa para nós, alunos. Tivemos a oportunidade de conhecer esse projeto incrível, que visa valorizar  um produto nativo da Amazônia, e que além disso, se preocupa em respeitar os ribeirinhos e o ambiente em que eles vivem. A experiência de colocar em prática tudo que aprendemos durante o período também foi um ponto alto dessa experiência, nos proporcionou um aprendizado que foi além da sala de aula”, disse a estudante Maíra Alfradique. 

Receitas propostas pelos estudantes ESPM

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Constituída legalmente há 25 anos, a ASPROC tem a missão organizar e representar os trabalhadores rurais na luta pela garantia dos direitos.

A Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) é uma organização de trabalhadores e trabalhadoras agroextrativistas de comunidades ribeirinhas localizadas ao longo do médio rio Juruá, no município de Carauari (AM), a 780 km em linha reta de Manaus, chegando a 1.500 km se acessado pela sinuosidade do rio. Constituída legalmente há 25 anos, a ASPROC tem a missão organizar e representar os trabalhadores rurais na luta pela garantia dos direitos, viabilizando processos de organização e comercialização da produção solidária e sustentável, para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida das comunidades, aliadas à conservação da floresta e dos seus ecossistemas.

Pelo histórico de organização social das populações ribeirinhas do Médio Juruá, a ASPROC é referência na Amazônia brasileira de superação e resultados.

O Gosto da Amazônia é uma iniciativa de um Coletivo de organizações no Estado do Amazonas que assumiu o desafio de formar arranjos comerciais que buscam agregar valor à cadeia produtiva do Pirarucu, impulsionando o desenvolvimento socioambiental da região,compensando os custos ambientais com a realização do manejo e a conservação ambiental com a garantia de preço justo.

“Os resultados são bastante expressivos. A proteção de lagos explica mais de 80% da variação no estoque populacional de pirarucu."

A ASPROC tem atuado em uma dimensão territorial e inclusiva, passando a comercializar o pirarucu de outras áreas de manejo e associações comunitárias e indígenas, pagando preços mais justos e buscando novos mercados, com o objetivo de aumentar a renda e a qualidade de vida dos pescadores e manejadores. Exemplos de outras áreas parceiras da ASPROC são: as Terras Indígenas Deni e Paumari, as comunidades do Acordo de pesca de Carauari, a RDS Mamirauá (região de Jutaí), a RESEX do Baixo Juruá, a REXEX Rio Unini, a RESEX Auatí-Paraná e a RESEX do Médio Purus.

Para saber mais sobre a instituição, acesse: www.asproc.org.br
E-mail: asproc.associacao@gmail.com

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