Chefs pernambucanos comemoram o sucesso do Festival Gosto da Amazônia em Recife

No Cais Rooftop, picadito de peixe pirarucu banhado em azeite cítrico e suave de pimenta grelhada, ovas, crocante de nozes, queijo do reino e espuma de gengibre

Após mais de 15 dias de evento na capital pernambucana, Litoral Sul, Agreste e Fernando de Noronha, o Festival Gosto da Amazônia fechou sua programação com chave de ouro, estimulando o consumo consciente do pirarucu selvagem e de manejo sustentável. Os restaurantes Cais Rooftop e Oficina do Sabor foram os campeões de vendas durante o evento. Os chefs serão premiados com uma viagem para conhecer as comunidades indígenas e ribeirinhas que praticam o manejo em setembro. Já a brigada de cada estabelecimento receberá um kit com um corte do peixe em mochila térmica da marca. 

O chef Renato Valadares ministrou aula sobre o pirarucu selvagem na curso de Gastronomia da Faculdade dos Guararapes. Foto Arquivo Pessoal

O chef Renato Valadares, do Cais Rooftop, conta que se sensibilizou com a causa da sustentabilidade aliada ao comércio justo e pretende continuar com o peixe no cardápio. Durante o Festival, serviu o picadito de pirarucu banhado em azeite cítrico e suave de pimenta grelhada, ovas, crocante de nozes, queijo do reino e espuma de gengibre.

“O Festival foi maravilhoso e ajudou a propagar a atividade do manejo sustentável até então desconhecida em Recife. E teve algo interessante: as pessoas não se atentaram que era peixe de rio, mas pediram e acharam incrível o resultado final”, observa Renato. 

O chef César Santos, da Oficina do Sabor, destaca que aprendeu com o Festival que o consumo consciente tirou o pirarucu da lista dos animais em extinção e, inclusive, aumentou a população do peixe em 400% nos últimos dez anos.

“Tenho uma preocupação com os insumos trazidos de outras regiões. Mas foi interessante entender que esse pirarucu está protegido, através da vigilância dos lagos e da pesca correta. Por isso, participei com alegria”, revela César. 

No Festival, o chef serviu o filé de pirarucu temperado com lemon pepper no azeite de oliva e manteiga de garrafa, com alho laminado, batatas salteadas, cebola, pimenta de cheiro, alcaparras e tomate cereja. O prato é acompanhado de arroz de coco e purê de banana comprida. 

Prato da Oficina do Sabor vai permanecer no cardápio. Foto Divulgação

“A aceitação do pernambucano foi muito satisfatória. Não sabia que o pirarucu selvagem, de pesca correta feita pela população local, causaria tanta comoção entre os pernambucanos”, relata César.

A chef Cláudia Luna, do Seu Luna, destacou o sabor do pirarucu como um atributo para o sucesso do Festival. Durante o evento, ela serviu a moqueca de pirarucu e ainda o peixe grelhado na manteiga de garrafa e azeite, com  farofa de castanha de caju.

Pirarucu grelhado na manteiga de garrafa e azeite, com  farofa de castanha de caju. Foto Divulgação

“Foi uma ótima experiência para conhecer esse peixe tão rico em sabor,  já que trabalhamos a cozinha regional com cortes de carnes, frango e miúdos. Teve cliente voltando para comer a moqueca”, relembra Cláudia.

O chef Biba Fernandes, do Chiwake e do Chicama, relembra que já era apaixonado pelo pirarucu, que conheceu durante uma viagem pela Amazônia. Durante o Festival, ele disse que o interesse dos clientes pela atividade do manejo foi o que mais marcou.

“Todos queriam saber mais a fundo como é feito o manejo sustentável. Isso me marcou. O pirarucu é um peixe que dá para trabalhar de diversas formas. Na churrasqueira fica espetacular, cozido então uma maravilha. É realmente um produto incrível”, explica Biba.

SERVIÇO

Distribuidor Regional Pernambuco

Terra & Mar Alimentos

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