Público e chefs aprovam o Festival Gosto da Amazônia em Brasília

Comedoria Sazonal

Sucesso na estreia em Brasília, o Festival Gosto da Amazônia segue até o próximo dia 26 de setembro em 50 bares e restaurantes da capital federal. O sabor e a textura diferenciados do pirarucu selvagem e de manejo sustentável da Amazônia agradou tanto a chefs quanto a clientes nos primeiros dias de evento.

Confira a lista completa de participantes e pratos: https://gostodaamazonia.com.br/festival/ 

Gustavo Bernardes conta que degustou os pratos dos restaurantes Pinella e Flor de Lótus e planeja ainda visitar mais dois estabelecimentos até o domingo (26.09). No Pinella, provou o criativo petisco “Pira Chips”, um pirarucu temperado com páprica defumada e empanado com panko e gergelim preto e branco, acompanhado de batata frita temperada com sabor latino e maionese de pimenta dedo- de- moça. Já no Flor de Lótus, apostou no pirarucu ao cubo, salteado no azeite, com leite de coco e castanha do Brasil acompanhado de farofa de banana da terra com farinha. 

Pira Chips. Pirarucu temperado com páprica defumada e empanado com panko e gergelim preto e branco, acompanhado de batata frita temperada

“O pirarucu é único. Nada se compara a esse peixe. No Festival em Brasília, uniram o gosto do pirarucu de qualidade com a cozinha moderna e refinada”, destacou Bernardes. 

A chef Fabiana Sallva, do Sallva Bar & Ristorante, conta que se surpreendeu com o interesse dos brasilienses pelo pirarucu selvagem e de manejo sustentável. Só no primeiro dia, vendeu 36 pratos com o peixe, o número que havia previsto para todo o fim de semana. Para o Festival, ela criou o pirarucu grelhado sobre gnocchi de banana da terra ao toque de sálvia. 

Sallva Bar. Pirarucu grelhado sobre gnocchi de banana da terra ao toque de sálvia

“Já havia trabalhado com o pirarucu, mas não tínhamos um padrão de qualidade e de limpeza dos cortes como vejo agora”, enfatizou a chef.

Novidade para a chef Roberta Azevedo, do Comedoria Sazonal, o pirarucu selvagem e de manejo sustentável entrou para lista dos mais pedidos no restaurante desde o início do Festival. Roberta apostou na barriga de pirarucu assada em folha de bananeira com chimichurri acompanhado de chibé cítrico com pico de gallo, leguminosa do dia, vegetais sazonais e  discos de banana da terra verdes. 

“Me encantei com o projeto e quis levar a causa no prato. Fiquei muito feliz com a repercussão com os clientes e em poder ser uma semeadora desse projeto. Mesmo as pessoas que não estão acostumadas a comer peixe de rio, ficaram interessadas em conhecer o pirarucu selvagem e não se decepcionaram”, conta Roberta. 

Brasis

A receptividade do público também foi grande no restaurante Brasis, como conta a chef Edilane Maior. Segundo ela, muitos clientes nunca haviam provado o peixe, mas mesmo assim fizeram questão de pedir o  lombo de pirarucu grelhado ao vinho e pimenta rosa com molho de cupuaçu, acompanhado de batatas salteadas ao murro, manteiga de ervas e farofa do chef. 

“O Festival está lindo. Quem prova pela primeira vez, se surpreende”, relata a chef.

O empresário André Mesquita conta que adorou a versão criada pela chef Edilane Maior, com cupuaçu.

“O pirarucu é o meu peixe preferido de água doce, por não ser mole e de sabor mais forte”, elogiou André.

O Festival Gosto da Amazônia vai até o dia 26 de setembro em Brasília. 

Texto: Renata Monti