Festival Gosto da Amazônia aporta em Belo Horizonte

Calom Comidaria. Fish Bacon Chips. Medalhão de Barriga de Pirarucu com bacon, servida com molho cítrico de caldo de peixe e batatinhas enroladas com queijo defumado. Foto Ricardo D´Angelo

A receita de sucesso que mistura sabor e sustentabilidade chega a Belo Horizonte, com o Festival Gosto da Amazônia,  de 25 de março a 10 de abril. O pirarucu selvagem manejado de forma sustentável por indígenas e ribeirinhos nos rios amazônicos estará no cardápio de cerca de 50 bares e restaurantes da capital mineira mostrando a sua versatilidade, com a carne tenra, clara e sem espinhas.

Veja a lista completa de participantes e pratos: https://gostodaamazonia.com.br/festival/

Com sucesso de público em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o Festival visa promover o consumo consciente. Todo esse trabalho ao longo de duas décadas tirou o pirarucu da lista de animais em extinção e contribui para a conservação de mais de 11 milhões de hectares da Floresta. A atividade ainda gera renda e melhoria de qualidade de vida para as comunidades indígenas e ribeirinhas.

Ricardo Dangelo/@dangelofotos
Risoni caldoso de tucupi com pirarucu na brasa, abobrinha e ora-pro-nóbis. Foto: Ricardo D´angelo

De botecos aos restaurantes badalados, os participantes trazem pratos inéditos, elaborados especialmente para o Festival.  Estão na lista o Ninita, de Léo Paixão, o Xapuri, de Flávio Trombino, O Jardim Restobar, de Caio Soter, o Birosca, de Bruna Martins, o OssO, de Djalma Victor, o Caê, de Caetano Sobrinho, o Casa Cheia, de Ilmar de Jesus, La Palma, de Naiara Faria, o Caravela, de Cristóvão Laruça, o Cozinha Tupis, de Henrique Gilberto, o Taste-Vin, de Rodrigo Fonseca, D’Artagnan Bistrô, de Marise Rache, Cozinha Santo Antônio, de Juliana Duarte, Taberna Baltazar, de Tereza Baltazar, Nuúu, de Guilherme Melo, Udon, de Marcelo San, entre outros. 

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Arnaldo Restaurante-Escola. Pirarucu empanado com Chips de mandioca. Foto: Ricardo D´Angelo

“Os festivais têm a importância de comunicar os atributos do pirarucu sustentável. Permitem que as pessoas conheçam o peixe e possam compreender que estão consumindo um produto de sabor único, mas também tendo um consumo consciente. O evento torna conhecido o pirarucu, e o público está contribuindo tanto para a conservação dos recursos naturais da Amazônia, como também para melhorar a qualidade de vida daquelas pessoas que fazem esse produto acontecer”, destaca Adevaldo Dias, da Asproc (Associação dos Produtores Rurais de Caruari) e presidente do Memorial Chico Mendes.

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Pão brioche, lombo de pirarucu empanado, molho de cogumelos defumados com molho de ostra e cheiro verde. Foto: Ricardo D´Angelo

A ideia é que as casas possam continuar a oferecer o peixe para além do Festival. O distribuidor oficial do pirarucu na capital mineira e parceiro do evento é a Verde Acqua. Nascida em 2020 e pioneira em aquaponia, é uma empresa produtora e fornecedora de microverdes, vegetais, hortaliças, pescados e biofertilizantes naturais. A sinergia das marcas surge em prol da sustentabilidade, visto que a Verde Acqua é a primeira empresa do planeta a verticalizar toda a cadeia de pescados em aquaponia. Um processo inovador, que replica da ciclos natureza, sem descarte de resíduos e que economiza até 90% de água em comparação com os convencionais.

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Moqueca de pirarucu com banana tostada, camarão, farofa de dendê e arroz de coco. Foto: Ricardo D´Angelo

Sobre o manejo sustentável do pirarucu:

O manejo do pirarucu começou a ser implementado em 1999, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, e hoje é realizado por populações tradicionais da Amazônia em Unidades de Conservação, terras indígenas e territórios com acordos de pesca devidamente autorizados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para que tudo funcione de maneira adequada, o manejo sustentável obedece a três regras:

  • A pesca é realizada apenas no período da seca, entre setembro e novembro, respeitando o ciclo reprodutivo da espécie.
  • Só podem ser pescados pirarucus acima de 1,5 metro.
  • O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autoriza a pesca de apenas 30% da população adulta do pirarucu em cada lago em que ocorra o manejo – ou seja, garante o crescimento progressivo da população de peixes.

SERVIÇO:

Festival Gosto da Amazônia Belo Horizonte

Data: de 25 de março a 10 de abril de 2022.

Lista completa de participantes e pratos: https://gostodaamazonia.com.br/festival/

Distribuidor BH: https://verdeacqua.eco.br/

Mais informações: https://www.instagram.com/verdeacquacultivos/